
Blacksunrise, Shadowsphere, Namek, Bleeding Display ou Concelament são apenas alguns deles, aos quais há definitivamente a juntar os barcelenses The Ransack. «Necropolis», o EP de estreia, já havia deixado fortes indícios de que, mais cedo ou mais tarde, esta acabaria por se afirmar como um certeza do death metal de contornos melódicos e técnicos algures entre o universo Carcass e toda a escola de Gotemburgo. O que provavelmente não se esperaria era que estes músicos se viessem a afirmar de uma forma tão veemente logo ao primeiro longa-duração. «Azrael» contém algum do melhor death metal alguma vez produzido em Portugal e revela quatro músicos excepcionais e altamente inspirados. A raiva com que Shore cospe as letras é de intimidar o mais comum dos mortais, da mesma forma que o turbilhão de blastbeats imprimido pelo baterista Zeus e os fabulosos solos de guitarra dilacerantes e em duplo ataque fazem muitos músicos profissionais corar de inveja. A produção bombástica - mais uma - de Daniel Cardoso funciona como o quinto elemento do colectivo e confere a «Azrael» uma intensidade e uma dinâmica pouco comuns em registos deste género. [8.0] R.A."
Revista Loud! 82
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